Sexagem fetal: o que é, como funciona e quando fazer o exame?
- Dra. Mariana Frizzo - Biomédica

- 2 de jul.
- 3 min de leitura
Atualizado: há 5 dias
A determinação precoce do sexo fetal tornou-se possível graças aos avanços da biologia molecular e da genética humana. O teste de sexagem fetal é um exame molecular não invasivo que permite identificar o sexo do bebê durante as primeiras semanas de gestação, por meio da análise do DNA fetal livre circulante (cell-free fetal DNA – cffDNA) presente na circulação materna.
Diferentemente dos métodos de imagem, como a ultrassonografia, cuja precisão depende da idade gestacional, da posição fetal e da experiência do examinador, a sexagem fetal baseia-se na detecção de marcadores genéticos específicos, proporcionando uma alternativa segura, precoce e com elevada confiabilidade quando realizada no período gestacional adequado.
Como funciona o teste de sexagem fetal?
Durante a gestação, fragmentos de DNA que representam o material genético fetal são liberados continuamente na corrente sanguínea da gestante. Esses fragmentos, conhecidos como DNA fetal livre circulante (cffDNA), podem ser detectados e analisados por técnicas de biologia molecular de alta sensibilidade.
O teste de sexagem fetal consiste na pesquisa de sequências específicas do cromossomo Y. Como apenas fetos geneticamente masculinos possuem esse cromossomo, a interpretação dos resultados ocorre da seguinte forma:
Detecção de sequências do cromossomo Y: indica que o feto é geneticamente do sexo masculino.
Ausência de sequências do cromossomo Y: indica que o feto é geneticamente do sexo feminino.
A análise é realizada utilizando metodologias moleculares validadas, como a Reação em Cadeia da Polimerase em Tempo Real (Real-Time PCR ou qPCR), reconhecida pela elevada sensibilidade e especificidade para a detecção de pequenas quantidades de DNA fetal.
Quando o exame pode ser realizado?
A recomendação é que a coleta seja realizada a partir da 8ª semana completa de gestação, considerando a idade gestacional calculada pela data da última menstruação e, quando necessário, confirmada por ultrassonografia.
Nesse período, a concentração de DNA fetal circulante geralmente é suficiente para permitir uma análise confiável. Antes da 8ª semana, a fração fetal pode ser reduzida, aumentando o risco de resultados inconclusivos ou da necessidade de uma nova coleta.
Por esse motivo, nosso laboratório dispõe de critérios rigorosos para a realização do exame, garantindo maior segurança analítica e qualidade dos resultados.
O exame é seguro?
Sim. A sexagem fetal é considerada um exame não invasivo, pois utiliza exclusivamente uma amostra de sangue periférico da gestante. Dessa forma, não há contato direto com o feto nem necessidade de procedimentos invasivos, como amniocentese ou biópsia de vilo corial, que apresentam riscos inerentes ao procedimento.
Além disso, a coleta é simples, rápida e semelhante à realização de um exame de sangue convencional, não oferecendo riscos adicionais para a gestante ou para o desenvolvimento fetal.
Qual a confiabilidade do teste?
Quando realizado a partir da 8ª semana de gestação e seguindo protocolos laboratoriais validados, o teste de sexagem fetal apresenta elevada confiabilidade para a determinação do sexo genético fetal. Entretanto, como todo exame laboratorial, sua qualidade depende da adequada idade gestacional, da correta coleta da amostra e da utilização de metodologias analíticas validadas.
Considerações finais
A realização da sexagem fetal em um laboratório especializado é essencial para garantir a qualidade e a confiabilidade dos resultados. Na BioMedDNA, o exame é conduzido por uma equipe qualificada, utilizando metodologias moleculares validadas e rigorosos processos de controle de qualidade, assegurando precisão analítica e segurança em todas as etapas do processo. Esse compromisso com a excelência permite oferecer resultados confiáveis e um atendimento especializado, proporcionando mais tranquilidade para gestantes, profissionais de saúde e parceiros que buscam um laboratório de referência em genética.
Referências bibliográficas
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Devaney SA, Palomaki GE, Scott JA, Bianchi DW. Noninvasive fetal sex determination using cell-free fetal DNA: a systematic review and meta-analysis. JAMA. 2011;306(6):627–636.
American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG). Cell-Free DNA Screening for Fetal Aneuploidy. Committee Opinion / Practice Advisory.
International Society for Prenatal Diagnosis (ISPD). Prenatal detection of fetal chromosomal abnormalities using cell-free DNA analysis. Position Statement.




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